The boy with the thorn in his side...

Penso automaticidade. Preguiça. Não entendo como. Olho meus livros na estante. Sempre tem um que eu quero ler de novo. Hoje foi diferente. Eu quis jogar tudo fora. Respirei fundo. Deitei na cama. A vida me engole por segundos. Eu volto “Já fui aí, não quero voltar”. Levanto. Penso que podia ter uma cadeira lá com meu nome, tipo sócio vitalício. Penso que pouco gente se dá a oportunidade de chegar tão longe. A maioria foge antes de se encontrar…

Não me reconheci. Não parecia comigo. Era eu. Ainda esses dias comentei que cada vez que a gente sufoca a vontade, acaba se afastando um pouco mais do que a gente é de verdade, e a partir daquele momento, já é outro. Pensei nisso. Não quis admitir, mas é o fato. Quanto de mim ainda tem em mim?

Vou ver esse outro filme da janela. De novo. Acostumei. A gente acaba acostumando. Tudo perde o peso se racionalizar. Não queimei livro nenhum.

Quanto de mim ainda tem em mim?

As vezes eu só quero descansar
Desacreditar no espelho
Ver o sol se pôr vermelho”

  1. euvalentin posted this