The boy with the thorn in his side...
“Música popular deve anestesiar as mentes em refrões atóxicos…”

Fazia algum tempo que não viajava com o Rafa.

Em outros tempos eu só viajava com ele. Tinha esqeucido de como é bom. Ultimamente tem acontecido com alguam frequência e espero que essa frequência se mantenha.

O Neko é o Neko né? Estamos casados tem quase 5 anos… haehaddhahad

O saldo do final de semana foi bem positivo, se é que se deve avaliar dessa maneira.

Na Sexta Feira, na cidade onde invariavelmente passo frio, tudo correu da melhor maneira possível e tive chance de conversar mais tempo com pessoas que das outras vezes em que estive por lá com a doyoulike?, não existiu. Eu tenho fascinação por conhecer gente nova. É sério. Um dia vou saber explciar.

As músicas correram bem e teve uma banda que me chamou atenção. Mas não recordo o nome agora. O que me chama mais atenção ainda, além disso, é ver TODAS as bandas tocando covers e mais covers de outras bandas e deixando sua identidade de lado. Penso eu que música deve servir ainda como forma de expressão de idéias, sentimentos ou qualquer coisa do tipo. Isso que está acontecendo agora com essas bandas que estão iniciando me deixa um pouco nervoso e apreensivo com relação ao futuro. Aprendi a gostar de música de outra maneira e claro que também já fiz covers, mas tudo era diferente. As músicas repetidas eram de bandas que não se via na televisão, e que falavam sobre idéias e ideais. Fazíamos covers de Dance Of Days, Dead Fish, Deluxe, Hateen… E era um prazer mostrar o dedo do meio. O tempo todo se possível, só por mostrar. Era mesmo apaixonante. Agora, vejo uma geração inteira querendo imitar produtos. Público e “artistas” anestesiados. Nenhuma identidade. Nenhuma vontade de colocar tudo abaixo. Isso é foda cara. É triste.

Bom… no nosso show tudo correu bem. As músicas rolaram muito bem e arrisco dizer que foi uma das melhores execuções desde que estamos em trio.

A volta foi um pouco assustadora. O rafa resolveu lembrar também dos velhos tempos e dormir na direção. Paradas pra alongamento e café preto nos salvaram as vidas. (ufa)

No Domingo me sentia um pouco estranho. Dormi o dia todo, acordei depois das 4 da tarde. O corpo numa sonolência invencível.

Rumamos pra Canoas. Essa cidade tem o dom de me deixar com o coração apertado.

Uma das bandas estava a lançar um clipe e a felicidade deles acabou me contagiando. Era simples. Pouca gente, mas eles estavam felizes. Eu consegui entender o porque. Já estive ali.

Tocamos no final para alguns amigos e algumas outras pessoas que continuavam dentro do pequeno pub. O clima ficou legal. Tenho essa foto ali pra mostrar.

VALENTIN

Sábado que vem a escalada segue. Vou atravessar mais um portal na minha vida. Tocar com a o Flávio no teatro da Cia de Arte. Que beleeeeeza….

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