The boy with the thorn in his side...
O maior quarto e a cerveja da madrugada…

Hoje é terça e penso que talvez seja demasiado tarde pra escrever sobre os shows do final de semana. Me dei esse tempo pra pensar sobre o que realmente me toca quando as luzes se apagam e as nossas músicas tocam. Não sei exatamente o que acontece. Qualquer detalhe de mau-humor ou de qualquer outra coisa que não seja “agradável” vai embora sem nem dar sinal pra onde. Depois do primeiro show do final de semana rumei para o hotel onde ficamos hospedados e com alguns amigos, virei a madrugada. Conversando, escutando música, dando risada. Me peguei observando o momento e cara, aquilo ali não podia ser melhor! Quando a gente ia imaginar que isso ia acontecer? E quando aconteceu, eu tive a chance de perceber isso! Em algum momento eu dormi. Não vi ninguém ir embora. Acordei sozinho, tomei café da manhã sozinho e voltei a dormir sozinho no maior quarto de hotel de que se tem notícia.

O pessoal em Santa Maria é sempre um show à parte. Aliás, como devia ser em qualquer outra cidade. Mas por algum motivo que ainda desconheço, lá é diferente. Todas as pessoas entram no show conosco e não dá vontade de ir embora. Claro que em algum momento o cansaço e a noite dormida pela metade e em parcelas dá sinal e a gente entra na reserva de combustível. Mas o que acontece lá é tão indescritível que foda-se todo o resto sabe? Podia desmaiar desitratado, no cansaço ali mesmo, mas não conseguia pensar nisso. Eu só não queria chegar no final! 

Ontem eu caminhei um pouco sozinho no final da tarde por Porto Alegre, sem pressa, sem horário, fui no cinema, tomei um café preto na rodoviária e voltei, finalmente, pra casa. Precisava clarear um pouco as idéias. Não posso garantir pra mim que isso realmente tenha acontecido, já que penso que no dia em que não restar dúvida, um portal há de se abrir na minha frente; mas foi um tempo que eu precisava tirar sem fazer nada e sem estar em contato com ninguém.

Dia após dia sigo uma caminhada invisível em busca de ser mais sincero comigo e tentar me aceitar e aceitar e/ou entender a maneira como as coisas todas que me cercam acabam sendo absorvidas ou refletidas em mim. Não é um jogo muito fácil na verdade não existe um prêmio ou recompensa pra isso. O que mais se vê por aí é gente agindo no automático e de bem com a vida que leva sem nem saber por que leva aquela vida… Eu quero e sei que posso mais.  Podemos bem mais!

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